Apolo (em grego: Ἀπόλλων, transl. Apóllōn, ou Ἀπέλλων,
transl. Apellōn) foi uma das divindades principais da mitologia greco-romana,
um dos deuses olímpicos. Filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis,
possuía muitos atributos e funções, e possivelmente depois de Zeus foi o deus
mais influente e venerado de todos os da Antiguidade clássica. As origens de
seu mito são obscuras, mas no tempo de Homero já era de grande importância,
sendo um dos mais citados na Ilíada. Era descrito como o deus da divina
distância, que ameaçava ou protegia deste o alto dos céus, sendo identificado
com o sol e a luz da verdade. Fazia os homens conscientes de seus pecados e era
o agente de sua purificação; presidia sobre as leis da Religião e sobre as
constituições das cidades, era o símbolo da inspiração profética e artística,
sendo o patrono do mais famoso oráculo da Antiguidade, o Oráculo de Delfos, e
líder das Musas. Era temido pelos outros deuses e somente seu pai e sua mãe
podiam contê-lo. Era o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o
deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Além disso era o deus da
Beleza, da Perfeição, da Harmonia, do Equilíbrio e da Razão, o iniciador dos
jovens no mundo dos adultos, estava ligado à Natureza, às ervas e aos rebanhos,
e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros. Embora tenha tido
inúmeros amores, foi infeliz nesse terreno, mas teve vários filhos. Foi
representado inúmeras vezes desde a Antiguidade até o presente, geralmente como
um homem jovem, nu e imberbe, no auge de seu vigor, às vezes com um manto, um
arco e uma aljava de flechas, ou uma lira, e com algum de seus animais
simbólicos, como a serpente, o corvo ou o grifo.
Buscapé
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Hades
Hades (em grego antigo: Άδης, transl. Hádēs), na mitologia
grega, é o deus do mundo inferior e dos mortos.
Equivalente ao deus romano Plutão, que significa o rico e
que era também um dos seus epítetos gregos, seu nome era usado frequentemente
para designar tanto o deus quanto o reino que governa, nos subterrâneos da
Terra. Consta também ser chamado Serápis (deus de obscura origem egípcia).
É considerado um deus da "segunda geração" pelos
estudiosos, oriundo que fora de Cronos (Saturno, na teogonia romana) e de Reia,
formava com seus cinco irmãos os Crônidas: as mulheres Héstia, Deméter e Hera,
e os homens Posidão e Zeus.
Ele é também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone
(Koré ou Core) filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve
filhos. A simbologia desta união põe em comunicação duas das principais forças
e recursos naturais: a riqueza do subsolo que fornece os minerais, e faz brotar
de seu âmago as sementes - vida e morte.
Hades costuma apresentar um papel secundário na mitologia,
pois o fato de ser o governante do Mundo dos Mortos faz com que seu trabalho
seja "dividido" entre outras divindades, tais como Tanatos, deus da
morte, ou as Queres (Ker) - estas últimas retratadas na Ilíada recolhendo
avidamente as almas dos guerreiros, enquanto Tanatos surge nos mitos da bondosa
Alceste ou do astuto Sísifo.
Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o
deus mais odiado pelos mortais, como registrou Homero (Ilíada 9.158.159).
Platão acentua que o medo de falar o seu nome fazia usarem no lugar eufemismos,
como Plutão (Crátilo 403a).
O mito possui pequena influência moderna. Entretanto, foi
objetivo de análises pela psicologia e adaptações cinematográficas; dentre
essas últimas, a Disney recriou-o em dois momentos distintos, um em 1934 de forma
experimental , e outro em 1997, como adversário de Hércules.
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